Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Formação

Ano Litúrgico

 O TEMPO COMUM

 

 

Já repararam, concerteza, que está a decorrer o Tempo Comum, o qual teve início este ano no dia 12 de Janeiro (segunda-feira). Os domingos (e as semanas) são identificados com um número de ordem "do Tempo Comum". Hoje, por exemplo, celebra-se o 5º. Domingo do Tempo Comum. Os paramentos utilizados pelos sacerdotes nas eucaristias, salvo as excepções que mais tarde explicaremos, são de cor verde.

Mas sabem, efectivamente, os acólitos mais jovens o que é o Tempo Comum?

Para melhor vos ajudarmos no esclarecimento deste tema, socorremo-nos do que diz o Dicionário Elementar de Liturgia:

 

«Além dos tempos que têm um carácter próprio, ficam 33 ou 34 semanas, no decurso do ano, em que não se celebra algum aspecto peculiar do mistério de Cristo, mas recorda-se sobretudo o próprio mistério de Cristo na sua plenitude, principalmente aos domingos. Este período de tempo recebe o nome de Tempo Comum.
«O Tempo Comum começa na segunda-feira a seguir ao Domingo que ocorre depois do dia 6 de Janeiro e prolonga-se até à terça-feira antes da Quaresma, inclusive; retoma-se na segunda-feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e termina antes das Vésperas I do Domingo I do Advento» (NG 44; in EDREL 673-674).
O chamado Tempo Comum pode-se dizer que é uma novidade da reforma pós-conciliar. Antes, havia uma série de «domingos depois da Epifania» e outra série de «domingos depois do Pentecostes». Agora é uma única série com uma certa unidade, ao longo do ano. Sobretudo, há um elemento que lhe dá unidade: o Leccionário. O Leccionário dos Domingos, dividido em três ciclos anuais – A, B e C (com o «evangelista do ano») –, e o Ferial, em dois (anos Par e Ímpar). Esta leitura semicontinuada da Bíblia converte o Tempo Comum na melhor escola de fé para a comunidade cristã.
O nome «Tempo Comum» – em latim, «tempus per annum» («tempo durante o ano») – não parece muito feliz, pela fácil associação a tempo «pouco importante» ou «anódino», mas esta designação impôs-se como distinção dos chamados «tempos fortes», do *ciclo da Páscoa e do Natal, com a sua preparação (Quaresma e Advento) ou prolongamento («Tempo da Páscoa» e «Tempo do Natal»).
Mas o Tempo Comum tem a sua particular importância. Em rigor é o tempo mais antigo, na organização do Ano cristão – a sucessão dos domingos e das semanas, antes de terem surgido os vários ciclos –, e que, além disso, ocupa a maior parte do ano (trinta e três ou trinta e quatro semanas, das cinquenta e duas). Este tempo apresenta valores que não se podem esquecer: ajuda-nos a ir vivendo o mistério de Cristo na sua totalidade; acompanha-
-nos na tarefa de crescimento e maturação de tudo o que celebrámos no Natal e na Páscoa; põe em evidência a primazia do domingo cristão; oferece-nos a escola permanente da Palavra bíblica; e faz-nos descobrir a graça do comum: a vida quotidiana vivida também como tempo da salvação.

publicado por acolitosalbufeira às 23:56
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