Sábado, 28 de Agosto de 2010

No aniversário do seu martírio

FESTA DO

BEATO VICENTE DE ALBUFEIRA

(Patrono da nossa Associação)

 

 3 a 5 de Setembro

 

 

PROGRAMA

3 de Setembro (ANIVERSÁRIO DO SEU MARTÍRIO)

10h30 - Abertura da exposição "Vida e Obra Missionária do B. Vicente" na Igreja

             de S. Sebastião;

18h00 - Missa festiva na Igreja Matriz;

 

5 de Setembro

09h00 - Toque festivo dos sinos da Igreja Matriz e salva de foguetes;

10h30 - Reabertura da exposição na Igreja de S. Sebastião;

18h00 - Missa solene da festa, na Igreja Matriz, seguida de Procissão;

22h00 - Espectáculo musical c/ "Os Anjos" na Praça dos Pescadores;

24h00 - Fogo de artifício.

Os acólitos deverão estar presentes na Igreja Matriz meia hora antes de cada Eucaristia

publicado por acolitosalbufeira às 16:04
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

Condolências

 

RAUL COELHO (Pai)

 partiu para a companhia do Senhor

 

O nosso presidente está de luto, pelo falecimento de seu pai.

Raul Fernandes Coelho, também ele um incansável colaborador da nossa Paróquia, foi hoje chamado pelo Senhor, após doença que se manifestara há cerca de um mês, mas que em tão pouco tempo lhe foi fatal.

Oramos a Deus para que o receba no Paraíso e transmita à Família a força e a fé necessárias para ultrapassar a dor e o sofrimento que estes infaustos acontecimentos sempre acarretam à nossa fraqueza humana.

O corpo será velado a partir das 17H30 de amanhã, quinta-feira, na Igreja de Sant'Ana, onde será celebrada missa de corpo presente às 22H00. O funeral terá lugar sexta-feira às 16H30.

À Família enlutada - particularmente ao nosso estimado colega Raul - apresentamos sentidos pêsames.

publicado por acolitosalbufeira às 21:11
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010

Na solenidade da Assunção de Maria

SENHORA DA ORADA

VENERADA PELO POVO DE ALBUFEIRA

 

 

As festividades em honra de Nossa Senhora da Orada constituíram, mais uma vez, profunda e pública manifestação de fé cristã e filial devoção do povo de Albufeira à Mãe de Cristo.

O ponto alto das celebrações foi a procissão pelo mar, com o andor de Nossa Senhora e os outros símbolos da Igreja Católica transportados em barcos de pescadores, acompanhados de milhares de fiéis em embarcações e ao longo da cidade, em esplanadas, varandas e arribas - em tudo o que era lugar.

 

50 ANOS DE SACERDÓCIO

DO NOSSO PADRE ROSA

Durante a solene eucaristia que antecedeu o cortejo, calebrada na ermida de Nª. Sª. da Orada, repleta de fiéis, que se estenderam pelo adro e alas adjacentes, foi festivamente assinalada a comemoração das bodas de ouro sacerdotais do nosso pároco, ordenado presbítero na Sé-Catedral de Faro a 14 de Agosto de 1960.

Participou na cerimónia Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Cavaco Silva, que, em gozo de férias na sua casa de Albufeira, fez questão de se associar à efeméride, fazendo-se acompanhar da esposa, Drª. Maria Cavaco Silva.

Presentes, também, os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Albufeira e esposas e o presidente da Junta de freguesia local.

Em momento próprio, usaram da palavra o presidente da nossa Associação de Acólitos Beato Vicente de Albufeira, Raul Coelho, o padre e professor universitário dr. António Martins e o cónego Gilberto, ambos do presbitério da Diocese do Algarve.

Ao homenageado foi entregue pelo padre e também professor universitário dr. Abel, da Diocese de Vila Real e que anualmente passa férias em Albufeira, prestando colaboração pastoral à nossa Paróquia, uma bênção papal emitida por mandato expresso de Sua Santidade o Papa Bento XVI.

Para além de grande número de membros da nossa comunidade, participaram na cerimónia familiares do P. Rosa vindos expressamente para o efeito.

No final, visivelmente emocionado e, por isso, impedido de proceder à leitura, o nosso querido prior pediu ao padre António de Freitas (o nosso Toni) que proclamasse a Oração que trazia preparada para a ocasião e que a seguir transcrevemos na íntegra:

 

a

ORAÇÃO DE ACÇÃO DE GRAÇAS

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo,  origem de todos os dons, mistério de amor e de santidade,  fonte da beleza e de toda a graça, família divina que nos acolhe como filhos adoptivos, e nos concede a plenitude da verdadeira humanidade;

Diante do altar de Nossa Senhora da Orada, Vossa Mãe, Filha e Esposa,  na companhia destes irmãos e amigos ;  e amparado pelo seu carinho maternal, ouso dirigir-me a Vós, Deus e Senhor,  agradecido pelos inumeráveis dons que me tendes concedido ao longo dos cinquenta anos de sacerdócio, que hoje se completam.

 Foi  na Sé Catedral de Faro, a esta hora, no dia 14 de Agosto de 1960, que tive a profunda alegria de receber  a graça da Ordenação Sacerdotal das mãos do Bispo do Algarve, D. Francisco Rendeiro. Nesse dia me consagrei totalmente ao Vosso serviço, para o bem espiritual do vosso Povo.

Não tenho palavras que possam justamente enaltecer a magnanimidade do vosso amor e da vossa misericórdia . Ao longo destes cinquenta anos,  sempre contei, Senhor,  com o vosso  apoio e a vossa graça, apesar  da minha insignificância e dos meus inumeráveis pecados e fragilidades.  Mistério insondável do vosso Amor… Assim o tendes feito também a tantos outros, ao longo da história. Não esqueço, Senhor, a Palavra que  dissestes a Paulo “ basta-te a minha graça”. Confio em Vós, meu Deus.  Obrigado, Senhor.

 Agradeço-Vos também, Trindade Santíssima,  todo o bem e todas as graças que derramaste por meu intermédio  sobre aqueles e aquelas que se cruzaram comigo nos caminhos da minha vida de sacerdote. 

Agradeço de modo muito particular a poderosa intercessão de vossa Mãe e nossa querida padroeira, Nossa Senhora da Orada,  que o povo de Albufeira venera há mais de cinco séculos . Por sua intercessão tendes derramado as vossas bênçãos sobre os nossos pescadores e suas famílias,  os homens e mulheres do campo,  os emigrantes,  os doentes e necessitados, e particularmente  as crianças,  jovens e casais.

Agradeço, Trindade Santíssima, a família que foi o meu berço primeiro.  Gente simples e honesta. Honrada e trabalhadora.  Com cinco filhos. Lutando pelo pão, na terra e no mar.  Onde nunca faltou o indispensável para  se viver dignamente.

Recordo e agradeço o apoio do pároco que me baptizou e meu deu Jesus na Comunhão . Também a minha primeira e única catequista, mãe dos pobres da minha terra, apóstola da oração e da palavra, exemplo que encheu a minha vida de criança e de jovem. E me amparou no caminho para o sacerdócio.

Como não agradecer igualmente os professores e superiores dos três seminários onde estudei, em Faro, em Almada e nos Olivais?  E todos aqueles sacerdotes e leigos que durante estes cinquenta anos colaboraram comigo em Lagos, em Faro e particularmente em Albufeira, há quase 42 anos?

Quanto lhes devo… Quanto lhes devem as comunidades que tenho servido… Senhor Deus, agradeço-vos de todo o coração terdes posto no meu caminho tantas pessoas generosas e amigas, que sabem acolher,  escutar e colaborar, porque o padre, para ser fiel à sua missão precisa de Vós,  Senhor,  mas também do apoio, estímulo e carinho da sua comunidade, porque é um ser humano, sensível e frágil.

Agradeço-vos , Senhor Deus, em união com Maria, a Senhora do Magnificat, a amizade e colaboração sacerdotal dos meus irmãos no sacerdócio, particularmente aqueles que cuidaram comigo da formação sacerdotal dos jovens no seminário em Faro. Os que me ajudaram nas  lides pastorais em Albufeira. E aqueles sacerdotes que, no Verão, há vários anos, colaboram na pastoral do turismo.

Recordo, Senhor Jesus Cristo,  cabeça invisível do Corpo Místico que é a  Igreja, o Bispo D. Marcelino que me recebeu no Seminário de Faro . Era eu uma criança. E o Bispo que me nomeou pároco de Albufeira, D. Júlio Rebimbas.  Tal como recordo com saudade o Bispo D. Ernesto que  iluminou a Vossa Igreja do Algarve com a sua bondade e santidade. E também o bispo emérito do Algarve, D. Manuel Dias, pastoralista de renome e grande mestre da Tua Palavra.

Agradeço-vos, Trindade Santíssima, a valiosa colaboração dos familiares e amigos que me têm acompanhado e servido na casa paroquial. E também o inestimável serviço eclesial de quantos servem o vosso altar, na liturgia, no canto, no acolhimento que se faz nas igrejas e no seu embelezamento, na catequese infantil, no escutismo, nos serviços de cartório, nas várias associações e movimentos da paróquia, no apoio aos pobres e doentes, nas equipas de preparação de jovens e adultos para os sacramentos , e na divulgação das actividades paroquiais.

Agradeço-vos ,Senhor, a cooperação amiga das nossas autoridades locais, naquelas  actividades que a paróquia promove e que visam o bem comum deste povo que todos servimos.

Peço-vos,  Senhor,  e a  vós, meus irmãos, a vossa compreensão e a vossa benevolência para os meus pecados e debilidades,  que me têm impedido de ser o pastor que todos desejais.

Peço-vos também a vossa oração e a vossa ajuda fraterna, queridos paroquianos e amigos, para que eu seja um sacerdote segundo o Coração de Jesus, em todos os dias da minha vida.

AMEN.

publicado por acolitosalbufeira às 22:59
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Domingo, 1 de Agosto de 2010

No cinquentenário da ordenação sacerdotal

 

"IMENSA ALEGRIA

POR O SENHOR ME TER CHAMADO

E MANTIDO AO SEU SERVIÇO"

entrevista com o Cónego Rosa

                                    Acólitos B. Vicente de Albufeira

  

 

Em entrevista ao blog dos acólitos, a propósito da celebração do jubileu dos 50 anos de ordenação presbiteral, o Cónego Rosa aborda com solicitude e lucidez peculiares o último meio-século da sua vida eclesial, que se confunde com a vida da própria Igreja e da comunidade - a nossa - em que está inserido há mais de quatro décadas.  

Os Acólitos Beato Vicente de Albufeira associam-se assim à feliz efeméride que ocorrerá no próximo dia 14 de Agosto, festa de Nossa Senhora da Orada.

As afirmações do nosso Pároco constituem um contributo importante para a compreensão da missão da Igreja, aqui e agora e ao longo dos últimos cinquenta anos.

 

Acólitos - Que sentimentos experimenta um padre quando atinge cinquenta anos de sacerdócio?

Cón. Rosa - Antes de responder directamente à vossa pergunta, permitam que num desabafo muito sentido e amigo vos diga quanto aprecio o vosso ministério na Igreja.

Ser acólito no altar do Senhor, colaborar de perto com o sacerdote, ter a honra e a dignidade de ter sido escolhido de entre os demais membros do Povo de Deus para uma tão nobre função eclesial, tudo isso merece todo o meu apreço e carinho para convosco.

Peço-vos que nunca desanimem e que procurem fazer sempre mais e melhor.

Nunca esqueçam que estão a servir a Deus e à Comunidade. E só Deus vos recompensará devidamente.

Respondendo à vossa pergunta:

Como podem imaginar, são múltiplos os sentimentos que brotam do mais profundo do meu ser. Perante a infinita bondade do Senhor que me chamou e me conserva no Seu serviço, há cinquenta anos, não obstante as fraquezas e pecados inerentes à minha tão frágil condição humana, que mais poderei fazer que não seja agradecer ao nosso Bom Deus, manifestar-lhe a minha disponibilidade para continuar a servir o Seu Reino, com as limitações que vão sendo cada vez maiores, nesta Sua Igreja  ( a Igreja fundada por Jesus e continuada pelos apóstolos) que um dia me encantou e à qual tenho dado o melhor da minha vida? Naturalmente sinto uma grande alegria por ter alcançado esta meta.

 

Alguma vez teve dúvidas sobre a opção tomada e o caminho a seguir?

Dúvidas, desânimos, tentação de desistir - quem, ao longo da sua vida, não é acometido por essas tentações, sobretudo, quando sobre os seus ombros, recaem responsabilidades tão grandes e tão desgastantes?

Mas há também o outro lado da vida. A certeza de que não estamos sós, de que a obra não é nossa, que o Senhor é quem conduz a barca da nossa vida e da Sua Igreja. O que o Senhor pede a quem se dedica e se consagra à Sua Obra é que, movidos pela Sua graça, nele confiemos e procuremos ser-lhe fiéis, dentro das nossas enormes debilidades.

 

Preside há 42 anos à paróquia de Albufeira. Que balanço faz do trabalho desenvolvido nesta comunidade? Numa retrospectiva mais detalhada, pensa ter feito tudo quanto alguma vez projectou? Como classificaria a reacção do seu rebanho à sua actividade pastoral?

A minha presença em Albufeira como pároco há cerca de 42 anos, aconteceu exactamente dentro do mesmo espírito de serviço a Deus, à Igreja do Algarve e ao povo desta terra, que desde o início sempre tem feito parte da minha vida.

Em 1968 era superior no Seminário de Faro, onde leccionava e orientava um grupo de rapazes que manifestavam desejo de um dia vir a ser sacerdotes.

Estava lá desde 1962.

Depois da morte do meu antecessor, o Bispo do Algarve, D. Júlio pediu-me que me disponibilizasse para servir a diocese como pároco de Albufeira. Era muito jovem. Sem grande experiência da vida paroquial. Apenas tinha trabalhado em Lagos dois anos como coadjutor. A confiança que o meu Bispo depositava em mim era sinal de que Deus me queria nesta terra. Aceitei o convite e desde esse ano tenho dado o melhor de mim a esta cidade e a quantos o Senhor me vai confiando, em número cada vez maior.

Recordo-me perfeitamente que o dia da minha entrada na paróquia de Albufeira coincidiu com a Festa de Cristo-Rei, 27 de Outubro. Na Eucaristia da tomada de posse da paróquia apresentei à comunidade, como lema da minha acção pastoral em Albufeira, aquela Palavra de Jesus lida na missa  desse dia " Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância ". E na homilia indiquei, a traços largos, aquilo a que propunha dedicar a minha vida no meio deste nosso povo, de gentes tão variadas, já nessa época.

No primeiro contacto com a realidade pastoral, pude ver quase de imediato a débil situação escolar dos jovens, filhos das famílias mais pobres, que gostariam de continuar os estudos para além da 4ª classe e não tinham possibilidades financeiras para prosseguir os seus estudos.

Para eles criei logo em 1969 o ensino particular doméstico, utilizando as salas das igrejas. Largas dezenas de jovens beneficiaram desse nosso esforço. Tive a colaboração de alguns docentes e mantive essa escola durante dez anos. Estava também nas minhas intenções fazer um colégio na Orada, que nunca veio à luz do dia por causa do célebre problema do convento da Orada, que ainda não terminou.

Entretanto, eu e um pequeno grupo de paroquianos, procurámos sensibilizar autoridades locais e do Ministério da Educação Nacional para dotar Albufeira com novas escolas, a preparatória e a secundária. Isso ocupou muito do meu tempo e da minha dedicação. Fui professor na Escola Preparatória D. Martim Fernandes alguns anos. Uma experiência que gostava de poder continuar, mas que deixei em 1979 para me dedicar exclusivamente à Paróquia. Depois foi o Escutismo. A Acção sócio-caritativa. O Movimento dos Cursos de Cristandade.

E particularmente a formação humana e espiritual de crianças, jovens e adultos através das catequeses a todos os níveis, na Paróquia e na Vigararia de Albufeira, de que fui o Animador Pastoral durante muitos anos. Cabe aqui recordar com agrado o bom trabalho e ajuda dos sacerdotes da zona sempre incansáveis na colaboração e animação das nossas actividades pastorais.

A Liturgia e o atendimento ao povo, quanto possível, têm sido igualmente uma tarefa muito gratificante. Albufeira é um mundo. Cresce por todos os lados.

A Vila, outrora, e agora a Cidade, o seu campo, as duas freguesias entretanto saídas da mesma freguesia de Albufeira, Ferreiras e Olhos d Água, os vários sítios da paróquia, os centros de catequese que criámos nesses lugares; os movimentos da paróquia; os novos lugares de culto; as obras de conservação das igrejas; a sua adaptação às novas orientações da liturgia e à cultura...foram, ao longo destes anos, acções e preocupações que preencheram muito do meu  tempo e da minha actividade paroquial.

Criou-se um Centro Pastoral na Orada para incremento da espiritualidade dos agentes pastorais da paróquia e apoio social sobretudo em colónias de férias de jovens, particularmente dos mais carenciados.

Nem tudo correu, como era meu desejo. A consciência, porém, diz-me que nunca fui preguiçoso e que tenho procurado servir a paróquia, que me foi confiada, o melhor que posso e sei.

Muitas pessoas da comunidade têm participado, ao longo de todos estes anos, nas actividades e realizações paroquiais, por nós levadas a efeito. A todos estou imensamente agradecido. O seu apreço e dedicação têm-me ajudado imenso.

 

Quanto a projectos de acção pastoral direi apenas que procuro pôr em prática os planos pastorais indicados pela Diocese, aplicando-os à realidade da paróquia.

Tenho consciência de que muito há para fazer. E para renovar. Mas é o Espírito que vai renovando a face da terra. Ao padre é-lhe pedido que seja homem, homem de fé e humildade, atento e actualizado, disponível para o serviço do Reino. Esse é o seu caminho de santidade. E não apenas homem de muitas acções. Estou a tentar seguir por este caminho.

 

Portugal e o mundo passaram, ao longo deste meio século, por mutações profundas, diria mesmo: grandes clivagens. Acha que a Igreja tem sempre estado à altura dos desafios dos tempos que atravessa?

Olhando para a Igreja presente no mundo nestes últimos cinquenta anos, penso que foi superiormente beneficiada com o exemplo e o trabalho incansável de Papas como João XXIII, Paulo VI, João Paulo II e agora Bento XVI. A Igreja está atenta ao mundo e quer prestar-lhe um serviço de alto valor, legado por Jesus Cristo. O Concílio Vaticano II, as encíclicas papais, iluminadoras e orientadoras da acção pastoral da Igreja, o esforço das dioceses, do seu clero e leigos, ao serviço do mundo, da paz, do progresso, da justiça, numa palavra, ao serviço do Evangelho de Jesus, isto é, ao serviço da pessoa humana, tudo isso tem constituído um forte contributo da Igreja para o bem da humanidade. Evidentemente que a praxis das pessoas da Igreja está sujeita ao erro e ao pecado, à infidelidade e à não caridade. A sua adaptação é por vezes lenta demais. A todos se pede que estejamos atentos aos apelos do mundo e às necessidades dos homens, numa perspectiva de justiça e de paz, segundo o Evangelho.

 

Das encíclicas mais marcantes desde Pio XII, qual a que maior influência exerceu sobre si? De que modo a levou à prática? Algum papa o marcou de forma particular? Como?

Não tenho um papa preferido. Todos eles têm sido, desde Pio XII, homens de grande craveira intelectual e de santidade pessoal em alto grau. Atentos aos problemas do mundo. Sofrendo com os males do mundo. Inspirando e sugerindo caminhos de progresso humano e espiritual, de amor e de paz. Não fazem nem dizem aquilo que o mundo quer. Mas procuram ser fiéis ao Evangelho de Jesus e à pessoa humana, que é imagem do Criador. Oxalá fossem mais ouvidos e seguidos, a começar pelas pessoas da Igreja...

 

Em termos de futuro, que projectos alimenta e pensa ainda poder realizar?

Gostaria de ter mais disponibilidade para as pessoas que me estão confiadas. Neste ponto tenho grandes lacunas. O pastor é para o povo. Para estar com o povo. Escutar e viver com o povo e no meio do povo.

Particularmente os mais frágeis. Gostaria de ainda poder ver nascer uma nova paróquia em Olhos d'Água e, quanto possível, também na zona de Montechoro, que assim serviria toda a zona nova da cidade. Para já espero ver construído em breve o novo Centro Pastoral de Montechoro na Correeira, para apoio às catequeses, aos jovens e à comunidade local. E que a nossa Diocese possa responder ao pedido que lhe tem sido feito em várias ocasiões de dotar Albufeira com uma pequena equipa sacerdotal ou ao menos com outro sacerdote.

Para isso já temos casa, o Centro Paroquial de Albufeira, construído no terreno que o Padre Semedo legou à sua e nossa Paróquia.

 

Que conselhos daria hoje aos jovens que se sentem de algum modo interpelados por Cristo?

Que os jovens a quem o Senhor interpela não tenham medo de O servir com generosidade e muito amor. Que procurem construir a sua vida, assente nos valores perenes do Evangelho, quer seja na vida de família ou de consagração ou simplesmente como homens e mulheres cristãos no meio de mundo ávido de sinais positivos de uma verdadeira fé cristã.

publicado por acolitosalbufeira às 21:42
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