Domingo, 31 de Outubro de 2010

Jubileu

CÓNEGO ROSA

HOMENAGEADO PELA AUTARQUIA

 

A Câmara de Albufeira prestou pública homenagem ao nosso Prior, em sessão solene realizada no salão nobre dos paços do concelho e integrada nas comemorações das bodas de ouro sacerdotais e 42º aniversário da tomada de posse como Pároco de Albufeira.

Na ocasião, o homenageado proferiu o seguinte discurso:

 

 

Exmº. Senhor Presidente da Câmara

Exmº. Senhor Presidente da Assembleia Municipal

Digmº. Vigário Geral da Diocese do Algarve

Senhores Vereadores

Exmªs. Autoridades Civis e Militares

Caros colegas sacerdotes

Senhores convidados

 

Prezados Amigos

Faz hoje precisamente 42 anos que Albufeira me recebeu, como pároco, para servir o seu povo, segundo o Evangelho de Jesus e as orientações da Igreja.

E, logo na primeira hora, as nossas Autoridades, presentes na recepção em Ferreiras, e na Eucaristia, me manifestaram o desejo de uma sincera e saudável colaboração, em prol do bem comum da nossa terra.

Era eu um jovem de 32 anos de idade, com uma curta experiência da vida paroquial , iniciada em Lagos em 1960 . Durou apenas dois anos.

Ainda mal começava a percorrer os caminhos da nobre missão sacerdotal e evangelizadora junto do povo,  e logo fui chamado a fazer parte da equipa orientadora do Seminário de Faro.

Durante seis anos dirigi algumas centenas de jovens seminaristas e leccionei várias disciplina, tendo exercido nos dois últimos anos, também, as funções de Vice-reitor dessa instituição, tão importante na vida da Diocese.

Finalmente, e em obediência ao meu bispo, que me nomeou pároco de Albufeira, só tive de fazer as malas e vir ao encontro desta cidade, então Vila,  que já, em 1968, era falada e apreciada em todo o mundo. A célebre “ Vila branca em mar azul”. 

Já a conhecia um pouco, porque a visitei várias vezes, ao prestar alguma colaboração a pedido do meu antecessor, Pe. Semedo, e particularmente pela minha participação no famoso Cortejo alegórico de 1965 e do Congresso sobre o Beato Vicente  em 1967.

Ainda em criança, ouvia falar, na minha terra natal, das festas de Verão em Albufeira e do seu espectacular  fogo de artifício. Até me recordo de em Quarteira ter visto com encanto e espanto, brilhar, à noite,o céu de Albufeira, nesses dias festivos.

Fui enviado para uma terra, linda e sedutora. Direi até “ um pouco vaidosa “dos seus adornos naturais.  Mas com um povo de gente humilde, simples e trabalhadora. Maioritariamente devota da Senhora da Orada e dos seus santos protectores. Rica de tradições e devoções.   

Emergindo do mar , como que aninhada entre dois belos símbolos, a torre da Igreja Matriz e a Torre do Relógio, era um encanto para quem dela se aproximava,  vindo da estrada de Lisboa, depois de serpentear  os  montes que a escondiam aos olhos curiosos dos seus visitantes.

Era uma pequena vila, que já se ia renovando dia a dia, com a presença de gentes de outros países e com outros costumes.

As tradicionais fontes de riqueza iam dando lugar aos novos serviços ligados ao Turismo.

Havia barcos nas praias e pescadores a remendar as redes. E uma praça no coração da vila, lugar de encontro e convívio dos albufeirenses.

Lá no alto, a Norte, crescia o Cerro de Malpique. A nascente , o Bairro dos Pescadores, muito bem ordenado, com casas brancas e baixinhas, sossegado, quase tímido, olhando o mar pelo morro do Pau da Bandeira. E a sul, a célebre Praia do Peneco e a praia de Santa Ana ou dos pescadores. A poente as igrejas- monumento da mui nobre Vila de Albufeira, a quem o Rei Dom Manuel dotara de um novo foral em 1540. E na várzea da Orada o manto branco das amendoeiras em flor.

Logo no dia seguinte à tomada de posse da paróquia, tratei de ir conhecendo o povo que me fora confiado. As famílias que me foram acolhendo. E foram muitas… Guardo em mim a memória do seu afecto, da sua simpatia e da sua ajuda pessoal e pastoral.

Pouco a pouco fui conhecendo os vários  povoados da paróquia, disseminados  pelo campo e junto ao mar. Fui sentindo e vivendo os problemas deste povo. As dificuldades dos mais pobres que gostariam de dar aos filhos outros estudos para além da 4ª classe. E não tinham meios.  Os pais que precisavam de ganhar o pão e não tinham creches nem infantários onde deixar os filhos em segurança. Os idosos que necessitavam de um maior apoio.

Após a descolonização quantos problemas tivemos de ajudar a resolver…Recordo que foi a Misericórdia e a Paróquia, quem de mãos dadas com o MFA , esteve sempre disponível para acolher e orientar os ditos “retornados” das ex-colónias, por vezes até altas horas da noite.

Ainda há cerca de 10 anos, foi também a paróquia a primeira a proporcionar aulas de português para os ucranianos e outros povos de Leste que vieram para aqui trabalhar. Numa sala da igreja matriz, duas professoras, prestaram esse serviço humanitário. E outros apoios de que necessitavam.

A presença entre nós de cristãos de outras confissões vindos sobretudo de Inglaterra também foram por nós acolhidos. E a paróquia cedeu-lhes gratuitamente uma igreja para o seu culto.

Este breve aflorar de alguns problemas humanos da nossa terra, e onde o pároco de Albufeira esteve sempre  presente, com o apoio de alguns paroquianos, apenas pretende trazer à memória um pouco da nossa acção pastoral e humanitária, ao longo destes 42 anos, em prol das necessidades humanas da nossa gente.

Procurámos ser uma igreja que não se fechou na sacristia. E que deseja continuar a sua missão pastoral, oferecendo ao povo e às entidades públicas da nossa cidade, toda a nossa dedicação, empenho e colaboração.

Sempre a crescer, Albufeira expandiu-se e é hoje uma grande cidade. Com mais gente de todo o País. Mais povos de todo o mundo. Mais ovelhas para  um só pastor.

As freguesias do concelho eram três. Passaram a ser cinco. Da paróquia de Albufeira  nasceu  uma nova paróquia com pároco próprio, Ferreiras. Olhos d Água também cresceu e muito. Montechoro estendeu-se até à Oura . A nova rodovia aproximou e uniu a zona oriental da cidade com a  zona ocidental.

Foram entretanto criadas estruturas várias para responder às necessidades da nova realidade de Albufeira, nas acessibilidades, e sobretudo no campo educacional, desportivo e associativo.  

Importa investir também na formação  espiritual e religiosa  das gentes que vivem nesta nova área da paróquia e procuram não só o seu apoio, mas também estruturas adequadas

A Câmara, a que V. Ex.cia mui dignamente preside, Sr. Presidente Desidério Silva, acaba de dar um forte contributo ao doar um terreno para o Centro Paroquial e  a futura Igreja na Correeira , tal como já havia feito antes para a nova Igreja e Centro social, na freguesia de Olhos dÁgua.

Em nome da Comunidade paroquial a que presido, desejo agradecer a V. Excelência, Sr. Presidente e à Dig.ma Assembleia Municipal de Albufeira, a gentileza do vosso gesto que é já um forte e aliciante contributo da nossa Câmara.

Quero também aqui  agradecer o empenho da Câmara , presidida pelo saudoso amigo Arsénio Catuna, que já no ano 2000 manifestara o desejo de tornar possível esta doação.

Perante a actual descristianização da Europa e de Portugal, terá sentido investir em edifícios religiosos e afins, quando parece ser mais importante, nos tempos que correm , atender sobretudo ao bem social e psico-somático das pessoas, dentro daquela máxima dos romanos” Anima sana in corpore sano” ?

Direi apenas , em jeito de breve reflexão filosófica, que uma alma sã ajuda muito o corpo a ser são. Mas um corpo são apenas fisicamente, pode não conter necessariamente uma alma sã. As duas realidades conjuntas serão o ideal. Por isso todo o investimento que atinja a pessoa na sua totalidade e individualidade, é não só útil,  como necessário

Numa população maioritariamente católica, tem todo o sentido e mérito a doação que acaba de ser concretizada. É para já um grande primeiro passo. Indispensável. Agora importa passar à acção e construir os espaços físicos necessários para a catequese e demais acções de uma comunidade crente a crescer.

Albufeira, Montechoro e Olhos dÁgua pedem e agradecem a todos os amigos e entidades o seu apoio e colaboração.

Muito obrigado, Senhor Presidente,

Bem hajam!

Cónego José Rosa

publicado por acolitosalbufeira às 17:43
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

Reportagem fotográfica

BODAS DE OURO SACERDOTAIS

do Cónego José Rosa Simão

 

Protocolo de cedência do terreno para nova Igreja e Centro Social

(Câmara Municipal)

                                                                                                                                d.r. Jacinto Alexandre

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Solene concelebração eucarística
(Igreja Matriz)
                                                                                                               d.r. Acólitos B. Vicente Albufeira
aaa
Jantar de confraternização
(Hotel Auramar)
                                                                                                             d.r. Acólitos B. Vicente Albufeira

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publicado por acolitosalbufeira às 10:19
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Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010

.

Comemoração das Bodas de Ouro Sacerdotais

do

Cónego José Rosa Simão

                                                                                                                         

 

 

No próximo dia 27 de Outubro, a Paróquia de Albufeira, celebra jubilosamente as Bodas de Ouro Sacerdotais do seu Pároco, Cónego José Rosa Simão.

 

 PROGRAMA

 

16h00 - Na Câmara Municipal de Albufeira será feita a doação de um terreno para a construção de um Centro Paroquial e da futura igreja de Montechoro;

18h00 - Celebração Eucarística na Igreja Matriz de Albufeira;

20h00 - Jantar no Hotel Auramar.

                                                                        A Comissão Paroquial


"Cantarei eternamente as Misericórdias do Senhor"

                                                                  (Salmo 88)

 

Breve "Curriculum vitae" do Cónego José Rosa Simão:

Nasceu em Quarteira no dia 8 de Setembro de 1936

Entrou no Seminário de Faro, no 1º ano, no dia 7 de Outubro de 1948. Em Lisboa estudou Filosofia e Teologia

Foi ordenado Diácono no Paço Patriarcal de Lisboa no dia 22 de Maio de 1960

Recebeu a Ordenação Sacerdotal na Sé de Faro no dia 14 de Agosto de 1960

Foi coadjutor do pároco de Lagos de 1960 a 1962

Em Outubro de 1962 entrou na equipa sacerdotal dirigente do Seminário de Faro e aí foi professor até 1968

De 1966 a 1968 foi também Vice-Reitor do Seminário de Faro

No dia 27 de Outubro de 1968 tomou posse da Paróquia de Albufeira, na qualidade de pároco

Em 2 de Fevereiro de 1996 foi nomeado Cónego da Sé de Faro, cargo de que tomou posse em 25 de Março do mesmo ano

Em Faro, foi Assistente diocesano da LICF (Liga Independente Católica Feminina) da Acção Católica Portuguesa

Em Albufeira, foi também durante vários anos, Vigério da Vara da Vigararia de Albufeira e membro da Equipa Diocesana da Pastoral do Turismo

publicado por acolitosalbufeira às 14:27
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Sábado, 2 de Outubro de 2010

"Rezem o Terço todos os dias"

Outubro

MÊS DO ROSÁRIO

 

aaaa
Outubro é o mês do Rosário. O décimo mês do calendário gregoriano foi consagrado a Nª. Srª. do Rosário pelo Papa Leão XIII, o mesmo que introduziu na Ladainha a invocação "Rainha do Santíssimo Rosário, rogai por nós".
Em Fátima, realiza-se a segunda mais importante peregrinação aniversária das aparições de Maria, justamente em honra de Nossa Senhora, a Virgem do Rosário.
Foi na última aparição aos três pastorinhos, em Outubro de 1917, que Nossa Senhora declarou quem era, dizendo: "Sou a Senhora do Rosário". E, mais uma vez, pediu: "Rezem o Terço todos os dias".
aaaaaaaaaaaa

Como habitualmente, na nossa Igreja Matriz, meia hora antes do início de cada Eucaristia,
será diariamente rezado o Terço em comunidade.

publicado por acolitosalbufeira às 14:14
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